Carrinhos de lata San Mauricio

Estes são um dos brinquedos mais antigos que tenho. Devo ter ganhado bem no começo dos anos 80. Por muito tempo ficaram na prateleira do meu quarto, sobrevivendo entre as mudanças. É um daqueles brinquedos simpáticos que só quando você fica adulto começa a pensar nas sua qualidades. Primeiro, é de lata, que é sempre legal. Segundo, tem a porta traseira articulada. Lembro de ter prendido algum inseto dentro dele quando era criança. Terceiro, esse rosto que fica na frente é muito estilo antigo. E é um brinquedo que parece algo dos anos 50 sendo fabricado até os anos 80. Só fui pesquisar essa marca San Mauricio agora. Ela fazia vários modelos de carros antigos e outras variações destes dois que tenho. Pena ter perdido o acessório de um deles, não lembro se era outro guincho.

 

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Livros infantis Minha Coleção II – Em 3a. Dimensão, Editora Record

Adoro esses livros. Cada ilustração, feita fotografando bonecos e cenários, tem muita personalidade. Tanto os bonecos são chamativos, com olhos meio estranhos, quanto os cenários são cheios de detalhes que lembram casas antigas.

O “3a. Dimensão” escrito na caixa se refere às capas dos livros, que usam o sistema lenticular para criar um efeito muito legal de profundidade.

Provavelmente meus pais compraram no começo dos anos 80, mas o copyright deles é de 1972 e foram publicados originalmente por uma editora japonesa chamada Froebel-Kan. As ilustrações são creditadas a um estúdio chamado Rose Art.

Os 8 títulos dessa série são:
Os Três Porquinhos; Os Três Gatinhos; Os Sete Corvos; O Rato da Cidade e o Rato do Campo; Histórias do Arco-da-Velha; Brincando com Letras; São Quantos Indiozinhos;  Brinquedo de Horas.

Revistas de RPG dos anos 90

Nunca joguei muito RPG. Nos anos 90 tive um grupo do colegial que se reunia num galpão e jogava Dungeons & Dragons (o mais básico possível dos RPGs) rodeado por cartazes de videogame, que vinham nas revistas da época. Foi um período curto mas foi legal.

Mesmo assim de vez em quando eu comprava alguma revista de RPG. Pré-internet, você via algo na banca que chamava sua atenção e ia ler. E é bem bacana ler essas revistas hoje. Janela direta para os anos 90, com aquele estilo de texto e diagramação mais espontâneos. Parece que cada um contribuía com o assunto que realmente conhecia, já que não dava para fazer um apanhadão na internet e criar uma matéria do nada. A diagramação lembra sites do Geocities, com fundos bizarros, cores que não combinam, legibilidade ruim, mas que tudo bem. Mais legal assim do que tudo diagramado certinho, de um jeito chato.

Encontrei 3 dessas revistas, publicadas entre 1994 e 1996. E cada uma tem seu estilo. A “The Universe of RPG” parece mais focada em matérias, como a do programa Labirinto, da rádio USP (os episódios originais estão aqui). As fotos da galera nesse programa e dos eventos são muito a cara dos anos 90. A segunda revista, “Dragon Magazine”, era publicada pela editora Abril e misturava matérias sobre RPG e quadrinhos, inclusive com HQs na revista. A terceira, “Dragão Dourada”, parece ser produzida por uma empresa chamada IDD Miniaturas. Era toda P&B dentro, mas publicava muitas HQs nacionais com temática de RPG.

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Carrinhos de metal Superior Racers

Acho que esses carrinhos eram bem comuns nos anos 80. Provavelmente fabricados na China, em tempos mais low profile. Lembro de ter o prateado (que abre o porta-malas) avulso, antes de ganhar essa caixa. Parecia o DeLorean, exceto que as portas não abrem para cima. Um aspecto curioso é que alguns modelos vem um de cada enquanto a maioria é repetida. Mas todos são de metal e têm detalhes articulados, seja a porta, capô ou faróis.

Talvez por ter ganhado já no final da minha infância ou por virem nessa caixa, nunca tirei muito eles para brincar. O que não impediu de ter muito pó nos carrinhos, mesmo dentro da caixa.

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Mostruário de pedras da Incopebra

A Incopebra é uma empresa de comercialização de pedras, localizada no interior de São Paulo (região de Cabreúva). Não sei se ela ainda existe de forma atuante. Este mostruário meu pai ganhou nos anos 80. E é muito legal para ver os diferentes tipos de pedras (não preciosas). Sempre fiquei pensando se podia polir aquele cristal e transformar num laser.

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Carteira emborrachada do Batman

Yeah, anos 90 e carteiras emborrachadas!

E essa carteira do Batman acho legal por ser remanescente do filme de 1989. O logo e tipografia são desse filme, além do copyright 1989.

Devo ter ganhado ou comprado em 1991 e usei até 1993. Mas eu alternava o uso com outra carteira que tinha. Lembro que parei de usar porque na época comecei a achar muito brega tirar do bolso uma carteira do Batman. :)

Algo muito bacana foi encontrar dentro dessa carteira minha ficha da locadora de videogame e um adesivo da ElmaChips com um personagem chamado Zambinotops, inspirado no melhor salgadinho já feito e que não fazem mais: Zambinos!

PS: Não tenho certeza, mas espero não ter sido eu quem comprou aquela revista do calendário. :/

carteira1 carteira2 carteira3 carteira4 carteira5

Figurinhas autocolantes Supertasters Royal

Meu pai tinha feito algum trabalho para a Royal e ele ganhou um bloco desses adesivos. Era uma campanha bem bacana, com super-heróis para cada sabor daqueles sucos. E acho que não causavam câncer como os da Tang.

Mais detalhes:
http://orgulho-nerd.blogspot.com.br/2011/02/super-herois-dos-suquinhos-royal.html

Esta imagem parece um frame de animação, mas não lembro se tinha um desenho e nem encontrei um.
royal-herois

Cada figurinha tinha 2 adesivos separados e formavam a história básica dos heróis resgatando as crianças. Além de alguns com os heróis separados. Ajudou a preencher uma porta cheia de adesivos que eu tinha na casa dos meus pais.

Supertasters_Royal_r2 Supertasters_Royal_r3 Supertasters_Royal_r5 Supertasters_Royal_r6Supertasters_Royal_r4   Supertasters_Royal_r9 Supertasters_Royal_r10 Supertasters_Royal_r11

Tenho vários repetidos, todos sem colar. Um dia valerão milhares de dólares no Trato Feito.

Enciclopédia Conhecer

Antes de existir a Wikipedia, existia a Conhecer. Eu passava tardes fuçando os artigos em busca dos mais legais. Em geral os de história e geografia. E acho que as ilustrações ajudavam muito nisso. Cada matéria é cheia de desenhos bem feitos. Lembra os bons tempos da Superinteressante, da fase pré-ilustrações digitais. E o bacana é que isso valia mesmo para coisas do século XX. Por exemplo, ao ilustrar o micro-estado de San Marino, ao invés de fotos era usada uma ilustração mostrando todo o território. Algo que uma foto não conseguiria transmitir, por usar detalhes em tamanhos reais, além de não ter a mesma personalidade.

Pelos créditos a edição original é italiana, mas a Abril quando publicou aqui adicionou vários artigos sobre o Brasil, como Monteiro Lobato e a história da bandeira nacional.
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CD-Rom de 15 anos da Superinteressante (bônus: link para as 10 primeiras edições)

Sou fascinado pelas primeiras edições da Superinteressante. Lá pelo ano 2000 ela virou uma revista bem superficial, com matérias bobas e textos ruins. Mas no começo tinha matérias muito legais, com bastante coisa de história e ciência. E ilustrações desenhadas à mão que davam vida para o conteúdo. Outra coisa legal é ler matérias antigas sobre tecnologias que eram de ponta no final dos anos 80, como animação 3D.

Enfim, lembro de ter comprado essa caixa na banca, uns 10 anos atrás. Custava 40 reais, o que deve dar uns 80 reais hoje. E foi uma porcaria de ler, porque a interface era um lixo. Foi produzida em Director, programada da Macromedia para CD-Roms. E na verdade tudo fica ruim de ler em CD-Rom, mesmo em interfaces boas. Pior ainda numa ruim, lento de navegar pelas páginas da revista, dar zoom etc.

Muitos anos depois, fuçando pelos discos, olha só o que tem neles: um monte de JPGs avulsos! Ou seja, só zipar os jpgs de cada número da revista, renomear a extensão para .CBZ e ler em algum aplicativo para quadrinhos no iPad! Resolvido o problema de interface ruim.

Abaixo tem o link para as 12 primeiras edições. A extensão foi mudada de .zip para .cbz porque cbz (ou cbr quando é .rar renomeado) são as extensões usadas por um programinha para PC chamado Comic Display (ou cdisplay). Faz tempo ele se tornou o padrão para ler scans de quadrinhos no computador. Ficou tão popular que os leitores de gibis no iPad (como o Comic Zeal) aceitam essa extensão.

Superinteressante_01_Outubro_1987.cbz
Superinteressante_02_Novembro_1987.cbz
Superinteressante_03_Dezembro_1987.cbz
Superinteressante_04_Janeiro_1988.cbz
Superinteressante_05_Fevereiro_1988.cbz
Superinteressante_06_Marco_1988.cbz
Superinteressante_07_Abril_1988.cbz
Superinteressante_08_Maio_1988.cbz
Superinteressante_09_Junho_1988.cbz
Superinteressante_10_Julho_1988.cbz
Superinteressante_11_Agosto_1988.cbz
Superinteressante_12_Setembro_1988.cbz

Aqui tem imagens da caixa e algumas páginas da revista. A caixa era gigante porque os CD-Roms vinham enfiados numa base, velho truque dos cd-roms para valorizar o produto (ei, vamos fazer uma caixa maior para parecer que vale mais). Agora uso para guardar disquetes (tema para um outro post).

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Quadros feitos de quebra-cabeças

Hoje provavelmente é brega, mas lá pelo final dos anos 80 foi moda colar e botar na moldura esses quebra-cabeças. E uma Scania tunada é a cara dos anos 80. O quebra-cabeça dela deve ter umas 200 peças. O outro, de alguma paisagem antiga, foi um daqueles quebra-cabeça de 2 mil peças que a gente passava uma semana montando. Não tinha internet, só TV aberta com horário político, então fazia muito sentido.

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